Na noite de quinta-feira depois de subir várias escadas em um local extremamente perigoso, eu entro numa sala de aula repleta de pessoas conhecidas e amigos. Naquele vai e vem, a professora nos mostra um texto que me fez falar em voz alta o que estava pensando. , Escutei, parei, lembrei de quando escutei essa história aos 10 anos e imaginei o porquê eu não tinha entendido naquela época. Quando menor, ainda não tinha noção do que era pertencer. E entre vários devaneios e murmúrios, a história de Clarice Lispector é só mais uma de várias histórias de pertencimento. Se para os linguistas, esse texto demonstra o poder da leitura. Para mim, esse texto demonstra a clandestinidade do pertencer. Quantas vezes você achou que algo era seu, que estava em suas mãos e do nada, se foi? Um parente, uma roupa, um animal, um amante. Quantas vezes você achou que pertencia a algo ou alguém e na realidade não passava de u...